Mulher Aspirina


Pára, respira! E tenha crises de risos…
julho 24, 2007, 9:40 pm
Filed under: Bizarro, Blog, Comportamento, Humor

Não resisti! Estava eu navegando pela net quando de repente absurdamente me deparei com tal. É inacreditável o relato caganífero do cotidiano deste homem [o Gourmet Erótico], o qual eu passo a chamá-lo daqui por diante de Sr. Gourmet Caganífero. Tais pensamentos escritos sejam eles reais ou imaginários merecem total atenção, uma vez que não encontramos registros assim tão detalhados e ilários de homem que realmente tem uma cabeça de merda!!! Kkkkkkk …

Isto é uma verdadeira comédia da vida privada. Rssss

Por Sr. Gourmet Caganífero

Quebrando o protocolo (ou a deselegância do cotidiano)

Não é possível ser sempre elegante. O cotidiano é sempre permeado por atos e condutas remediáveis, porém inexoráveis, que quebram o encanto e o romantismo da existência. São eventos do dia-a-dia que tornamos obscuros (em regra de cunho biológico) e que integram a própria rotina do indivíduo, numa espécie de tentativa de atribuir pudor a nossa própria natureza.Bem, essa é a premissa da postagem de hoje: uma manhã trágica, o chamado da natureza, um clamor de desespero…Desculpem-me se faço uso do vernáculo coloquial e vulgar. Tem que ser assim, sob pena de que esse espetáculo de horror seja incoerentemente narrado nos moldes de um Diderot. Que perdoem também se o texto é escrito com incorreções. É extraído e transcrito diretamente das páginas de meu diário, mantido em seu estado bruto, salvo pelos erros mais grosseiros. No mais, foi preservado o vernáculo utilizado em toda sua deselegância e nos termos em que dialogo comigo mesmo.***Vou lhes contar uma tragédia que aconteceu comigo de manhã. Na verdade tudo começa ontem de noite, na janta. Na janta tinha uma maionese, e depois da janta eu comi um bolo de banana. Os dois estavam com um gosto bom, mas um deles devia estar estragado, porque acordei hoje com uma vontade incontrolável de cagar. Acordei peidando e com a bunda toda suada de vontade de dar uma cagada. Isso foi bem antes do despertador, devia ser quase umas 5 da madruga. Eu tinha dormido tarde pra caralho pra acordar sozinho tão cedo. Tomei um banho e passei o resto da madruga lendo até dar a hora de ir pra porra do serviço. Quando saí de casa pra ir trabalhar nem me lembrava mais dessa cagada matinal. Só no início da viagem de ônibus quando comecei a sentir umas pontadas na barriga é que me liguei que estava vindo uma caganeira por aí. Às vezes até acontece isso comigo, mas dá pra segurar numa boa até o trabalho. Cagar no trampo é uma merda, mas é melhor que usar banheiro de rua. O problema é que a cólica parecia que ia me destruir por dentro. Tinha também um calafrio. Eu ficava parado esperando a dor passar e logo depois ela voltava, até que chegou uma hora em que eu senti que não dava mais e eu ia me cagar todo dentro do ônibus. Aí eu desci no meio do caminho, desesperado, e fui procurar um banheiro. O problema é que, dependendo do lugar onde você esteja, é quase impossível achar um bar, ou qualquer banheiro aberto às 7 da manhã.Eu devia ter andando uns 400 metros, que pareciam longe pra caralho, e não achava nada. Só me restava mesmo a cartada final, era tudo ou nada, senão eu ia me cagar todo no meio da rua. Eu estava em frente a um prédio e dei uma interfonada pro porteiro. Ele atendeu com um sotaque meio paraíba e eu perguntei se era lá que tinha algum apartamento pra alugar.Caralho, é incrível como aqueles segundos que eu fiquei esperando pareciam uma eternidade. Aí o cara me diz que é o quinhentos-e-alguma-coisa e um outro no onze. Nem consigo me lembrar qual foi o número que ele disse. Mas aí eu perguntei se ele tinha a chave do apê. Eu só não gritei de felicidade na hora em que ele disse que tinha porque aí eu não ia conseguir segurar a lama. Putaquepariu, o cara abriu o portão e começou a explicar sobre a dona do apartamento.Nem sei o que aconteceu direito, parece que a gente fica meio hipnotizado nessas horas de desespero. Eu peguei a chave com ele e fui lá pro apê do quinto andar. Caralho, na hora em que eu estava tentando abrir a porta eu comecei a afrouxar e peidar molhado. Putz, eu me tranquei heroicamente, fechei a porta e fui desesperado procurando o banheiro, levantei a tábua e mandei aquele jorro. Devo ter ficado uns 10 minutos me contorcendo lá na privada e sentindo aqueles arrepios que vão na alma. A sensação que se tem é que a gente vai cagar os órgãos. Foi muita bosta mole que eu descarreguei. Foi uma puta sorte eu não ter me borrado todo lá na porta do apartamento. A verdade é que tinha ficado uma freada na cueca, mas aquilo era mixaria. Quando me caguei nas calças, eu era criança. Imagino que se cagar todo depois de velho seja uma das piores vergonhas que alguém pode passar. Eu me considerava foda por ter me salvado dessa. Tinha sido por muito pouco. E a malandragem de pegar a chave dum apê pra alugar e cagar lá tinha sido uma tacada de mestre. Nessas horas que a gente começa a comemorar antecipado é que vem o tombo. O interfone começou a tocar e depois voltou a tocar de novo um monte de vezes. Aí eu saquei que era hora de ir embora. O problema é que não tinha papel higiênico ali. Eu tinha me fodido. Eu me recuso a sair andando cagado por aí, com a bunda deslizante. É uma questão de dignidade. Foda-se, eu já estava no erro de entrar no apartamento pra dar uma cagada, então resolvi tomar um banho por lá mesmo. Foda-se que não tinha sabonte. A água já bastava pra me livrar daquele cocô ranhento e catingoso. Eu fui até o box e a porra do chuveiro não tinha água… saiu um jatinho fraco de água enferrujada e depois parou. Nem deu pra juntar um pouco de água fazendo conchinha com a mão. Chegou até a soltar um pedacinho de tolete de cocô que estava grudado na minha bunda, caiu no chão do box e sem querer eu pisei em cima. Puta merda, é foda quando tudo começa a dar errado e você sente que vai se atolando cada vez mais. Dá aquela sensação de desespero, uma espécie de frio na barriga junto com uma vontade de chorar. Caralho, eu saí que nem um pato, com a bunda meio empinada pra não piorar e fui procurando pela casa um registro de água pra ver se dava pra abrir aquela merda e arrumar água pra tomar um banho. Vocês não vão acreditar e achar que é sacanagem, mas eu procurei na casa toda. Tinha outro banheiro lá mas também não tinha água. E o registro do banheiro não adiantava.. Mesmo aberto a porra da água não vinha. Não tinha jeito mesmo. A cueca já estava meio cagada, não ia ser mais útil. Eu não tinha papel ali, nem tinha água na porra do apartamento. Aqueles filhos da puta tinham colocado um registro tão escondido que eu não conseguia achar. Minha vontade mesmo era sentar no chão todo cagado e esfregar o cu naquele carpete até o filho da puta ficar limpo e ir embora duma vez. Eu voltei pro banheiro e catei minha roupa, peguei a carteira e comecei a juntar uns pedacinhos de papel que tinha lá dentro pra tentar me limpar. Comecei a limpar a bunda com os extratos do banco e depois com as notas fiscais. Eu tinha que ir economizando porque não tinha muito. No fim de semana eu tinha feito uma limpeza na carteira e tinha esvaziado dessas besteiras que ficavam lá. Eu carregava lá uma cartinha de amor da minha última ex-namorada. Ainda estava lá. Usei a cartinha perfumada dela pra limpar a bunda também. Ela nunca ia saber disso mesmo. A merda de tudo é que às vezes quanto mais vc limpa mais vai espalhando a merda. No fim das contas eu já tinha até usado as duas folhas de cheque que restavam e o cu continuava todo cagado. E a vontade de cagar já estava começando a voltar. Aquelas pontadinhas na barriga. Foi foda a iluminação que eu tive, eu saquei que no outro banheiro tinha um chuveirinho, desses de mangueira. Talvez ali tivesse uma águinha pra lavar a mão que já estava meio cagada também. Aí eu metia a calça e ia embora de uma vez, antes que a vontade de cagar de novo fosse mais forte. Sinceramente, são essas esperanças que salvam a gente e impedem de perceber que a merda vai piorando cada vez mais. Eu fui nu pelo corredor da casa, de novo que nem um pato com a bunda empinada, e atravessei a sala pra ir para o outro banheiro. Caralho, nessa hora uma mulher abre a porta da sala grita desesperada, bate a porta e sai. Olhem só como a merda foi crescendo: quando eu entrei desesperado no apartamento eu fechei a porta da sala, mas não tranquei. Agora me aparece aquela dona, que nem sei se era a proprietária do apartamento ou quem era. Na mesma hora eu parei de andar que nem um pato e fui correndo vestir minha roupa e ir embora daquele merdéu todo. Parecia uma reação em cadeia onde tudo vai dando cada vez mais errado. Desci pelas escadas de incêndio e quando cheguei lá na portaria, estava o porteiro, aquela dona e mais um coroa de bigode. Eu entreguei a chave e disse que não tinha interesse no apartamento pedindo pro porteiro abrir o portão, aí o velho gritou pro porteiro que não era pra abrir que tinha que esperar a polícia. Nem dava pra pular o portão. Era desses de espeto, que nem lanças, com uns 3 metros de altura mais ou menos. Mas eu já estava com vontade de cagar de novo e sem força pra pular aquilo. A porra da dona estava falando no celular, totalmente nervosa. Caralho, na hora em que abriu o portão da garagem eu corri que nem o Carl Lewis. Uma coisa certa eu tinha que fazer. Corri que nem um louco, sem olhar pra trás. Corri umas 3 quadras, já sem ar. Eu era Hermes, o mensageiro dos deuses. No ínício o pessoal começou a gritar mas depois o barulho foi sumindo. Eu só ouvia aqueles carros e ônibus zunindo. Sinalizei para os táxis, mas nenhum parava. Cheguei num ponto de ônibus e peguei o primeiro que apareceu. Era um que me levava pro lado errado. Desci uns três pontos depois. Aí andei pra caralho até chegar no ponto certo. E esperei quase vinte minutos até pegar o ônibus certo. Cheguei atrasado lá no trampo, mas comprei umas roupas novas no caminho. Lá lavei o cu, meu pé, minhas mãos e dei outra cagada. Nunca foi tão bom cagar no trampo.

THE END.

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1 Comentário

Coisas da vida, esta estoria da um filme!!!

Comentário por borba




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